José Mojica Marins, popularmente conhecido como Zé do Caixão, lançou no último ano o filme “A Encarnação do Demônio”, que fecha a trilogia dos dois filmes lançados anteriormente: À Meia-Noite Levarei sua Alma (1964) e Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1967). E, Nesta quinta-feira 23 de abril de 2009 é este último filme que a Unoesc – Joaçaba traz para a Noite da Pipoca. A exibição do filme será feita no auditório Afonso Dresch com início às 19:30. Após o filme José Mojica Marins atenderá à curiosidade dos alunos comentando sobre sua carreira artistica e respondendo perguntas.
Neste filme o diretor mantém as características de obscenidade e blasfêmia com um visual gótico, porém com ainda mais intensidade. Isso porque a produção queria o mesmo impacto que os dois filmes anteriores causaram no público dos anos 60, e depois de filmes como Jogos Mortais e Albergue eles literalmente fizeram horrores para conseguir impressionar o público do século 21.
Com um orçamento considerado ligeiramente alto para um filme brasileiro (quase 2 milhões de reais), e uma equipe formada pelos melhores do ramo atualmente, Mojica ainda assim insistiu em usar “métodos artesanais” como ele mesmo diz. Explicando melhor: as baratas, a ratazana e a carcaça de porco presentes nas cenas são verdadeiras. Quer mais realismo? Só faltava o sangue ser de verdade.
Importante mesmo destas obras acaba sendo o pionerismo quando se trata de filmes brasileiros de terror. Primeiro diretor a explorar e continuar a produção de filmes de terror, Mojica foge da linguagem holiwoodiana e ganha para seus filmes o status de cult. Mas ainda assim é possivel encontrar neles alguns aspectos dos filmes comerciasis americanos inseridos em suas obras.
Bom, ganhando ou não a simpatia do público brasileiro o filme “A Encarnação do Demônio” acabou sendo muito bem criticado em festivais de cinema, recebendo indicações e ganhando prêmios:
- Indicado nas categorias Melhor Direção de Arte e Melhores Efeitos Especiais no Grande Prêmio Cinema Brasil.
- Premiado 7 vezes no Festival de Paulínia, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Edição, Melhor Edição de Som, Melhor Trilha Sonora e Prêmio da Crítica.
- Premiado 2 vezes no Festival do Paraná, nas categorias de Melhor Direção de Arte e Prêmio Especial de Atuação pelo Conjunto da Obra e pela Posição do Coveiro Corcunda.
Imperdível, não? O melhor é que a exibição é aberta ao público pelo preço de 1Kg de alimento não percível. Mas atenção! A censura do filme é 18 anos, o que entre outras coisas da um a pequena prévia do que aguarda o público!